sábado, 17 de novembro de 2018

Novo Presidente e Governadores querem o fim da estabilidade no serviço publico

Os governadores eleitos e reeleitos que participaram do encontro com o presidente eleito Jair Bolsonaro, na quarta-feira, 14, surpreenderam ao pedir empenho para a flexibilização nos critérios sobre a estabilidade dos servidores públicos. Em carta, os gestores alegam que a mudança na legislação para permitir demissões, facilitaria o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A reunião foi a mesma boicotada pelos governadores do Nordeste.
A Constituição garante a estabilidade para servidores concursados onde a demissão somente é possível em casos extremos, como decisão judicial. Apesar da LRF prever que a demissão também é possível caso o limite com despesas para pessoal não seja atendido, os governadores alegam que estes desligamentos podem ser contestados na Justiça.
Segundo o Tesouro Nacional, atualmente 14 estados possuem mais de 60% das receitas comprometidas com a folha de pagamento. E o fim da estabilidade já encontra apoio dentro da equipe do presidente eleito. O vice, general Hamilton Mourão, já afirmou que “tem que haver uma mudança e aproximar o serviço público da atividade privada”.
Além da permissão para demitir, os governadores apontaram 13 pontos considerados como prioridades. Reformas da segurança pública, Previdência e tributária; desburocratização e reforma administrativa, estímulo ao turismo, ampliação e reforço na fiscalização de fronteiras, securitização da dívida ativa, reajuste da tabela do SUS, ampliação do Fundeb e a retomada de obras inacabadas, são alguns das solicitações.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Conheça o perfil de Helder Barbalho o novo governador do Pará

Com 39 anos  Helder Barbalho  foi eleito  governador do Pará e hoje representa  um dos mais jovens  gestores  no Brasil. Nascido  em Belém do Pará, no dia 18 de maio de 1979. Filho de Jader Barbalho e Elcione Zahluth Barbalho. Casou-se com a advogada Daniela Lima Barbalho, com quem tem  três filhos, Helder Filho, Thor e Heva. Graduou-se em Administração em   2002, pela Unama, em Belém e é pós-graduado na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, com o título de MBA Executivo em Gestão Pública. Ele é presidente em exercício do MDB  no Pará.
Desde seus 18 anos ele já estava engajado na política através da militância estudantil, quando  filiou-se ao PMDB no Pará.  Presidiu então, a juventude do partido no Estado e foi secretário geral da juventude Nacional do PMDB.
Em 2000,  ele deu um grande passo em sua carreira política conseguindo o feito de vereador mais votado de Ananindeua com 4.296 votos.  Desde então, Helder acumula grandes cargos políticos. Se elegeu  deputado estadual com grande expressão ao ser novamente o mais votado.
Graças ao seu trabalho em Ananindeua,o gestor deu continuidade ao seu legado  como Prefeito de Ananindeua em 2005 aos 25 anos sendo o mais jovem prefeito do Pará. ainda prefeito, Helder se tornou Presidente da Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará (Famep). Em 2008, concorreu à eleição em Ananindeua, e ganhou, no 1º turno, com 93.493 votos.
 Mesmo com duras críticas e com todos os olhos  da oposição voltados para ele, Helder não se intimidou e fez o trabalho que prometeu fazer. Recebeu o Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar em 2007, 2010 e 2012. Recebeu também o Prêmio de Prefeito Empreendedor, do SEBRAE Pará, nos anos de 2008 e 2010, pelo incentivo dado à geração de emprego e renda para a população de Ananindeua. Ganhou, ainda, o Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio do Brasil, com o Projeto Escola Ananindeua, e recebeu em 2012 o Selo Unicef Município Aprovado com relação as ações implementadas nos anos de 2009 a 2012.
 Graças ao seu trabalho como presidente da Famep, em 2001 ele foi reeleito e presidiu a federação até 2014. Helder atuou como Ministro da Pesca e Aquicultura, esteve ministro da Secretaria Nacional dos Portos e comandou o Ministério da Integração Nacional.
O perfil conciliador do gestor fez com que  o MDB fizesse varias alianças partidárias o que fortaleceu sua base e ainda  garante ao governo atual uma gestão substancial e de grandes avanços. coligou-se com 15 partidos. Fez alianças com Paulo Rocha, candidato ao Governo do Estado pelo PT, que ficou em 3º lugar na contagem de votos. Vários deputados da base tucana que se (re)elegeram também declararam apoio ao recém-eleito governador.

Governador eleito, Helder Barbalho venceu em cinco municípios da Região Metropolitana

Belém e Ananindeua, maiores colégios eleitorais do Estado, foram responsáveis por 40% da diferença de votos  que separaram Helder Barbalho (MDB), eleito governador do Pará neste domingo, 28,  de Márcio Miranda, candidato perdedor do DEM.
Helder conquistou o governo  somando 2.068.319 de votos nos 144 municípios.
Márcio Miranda obteve 1.663.045 votos.
Uma diferença de 405.274 pró Barbalho.
Dos sete municípios que integram a chamada Região metropolitana, Helder venceu em cinco.
A seguir, votação por município:
VITÓRIAS DE HELDER

Belém
57,56 %   – 428.008  votos
42,44 %   – 315.631  votos
Ananindeua
59,69 %    – 139.837 votos
40,31 %    – 94.452 votos
Marituba
65,23 %    –  34.788 votos
34,77 %    –  18.544 votos
Benevides
61,47 %     –  17.978 votos
38,53 %     –  11.271 votos
Santa Bárbara
62,70 %     –  7.812 votos
37,30 %      – 4.647 votos


VITÓRIAS DE MÁRCIO
Santa Isabel
52,88 %     –  16.492 votos
47,12 %     –  14.695 votos
Castanhal
59,76 %     – 55.135 votos
40,24 %      – 37.118 votos

VEJAM ONDE OS PRESIDENTES QUASE EMPATARAM NO SEGUNDO TURNO

A polarização da eleição presidencial no segundo turno se transformou numa disputa voto a voto em algumas localidades do interior do país. Em dois municípios brasileiros, um do Centro-Oeste e outro do Sul, por exemplo, a distância entre os concorrentes ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), foi de apenas um voto, segundo balanço do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

No segundo turno, não houve empate numérico de votos entre os dois candidatos em nenhum dos 5.570 municípios brasileiros. No primeiro turno, o empate acontecera em apenas uma cidade do Brasil: Amaporã, no noroeste do Paraná, em 1.191 votos para cada lado. O segundo turno nesse município mostrou avanço de Haddad: 1.538 contra 1.474 para Bolsonaro.
No cômputo geral do pleito do domingo (28), Bolsonaro sagrou-se vencedor e foi eleito presidente da República com 55,13% dos votos válidos (descontando brancos e nulos), ou 57,8 milhões de votos.

Por "uma cabeça"

Em Três Ranchos (GO), município com população residente estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2.837 pessoas, com 3.496 eleitores aptos a votar e localizado a noroeste do estado, o candidato do PSL somou 1.183 votos, ou 50,02% dos votos válidos, contra 1.182 votos do candidato do PT, ou 49,98% dos votos. Foram computados ainda 35 votos em branco e 160 nulos.
No município gaúcho de Pontão, com população residente estimada pelo IBGE em 3.908 pessoas, 3.082 eleitores aptos a votar e localizado ao norte do estado, Bolsonaro também somou um voto à frente de Haddad, vencendo por 1.297 a a 1.296 votos. Ou 50,02% dos votos válidos contra 49,98%, com 26 votos em branco e 90 nulos.

Por "duas cabeças"

Em outros dois municípios, ambos localizados na região oeste de Santa Catarina, a margem entre Bolsonaro e Haddad foi também mínima, de apenas dois votos. Nesses casos, a vitória coube ao petista.
Em Ponte Serrada, município com população em torno de 11.500 pessoas (IBGE) e 7.599 eleitores aptos a votar, Haddad recebeu 2.978 votos (50,02% dos votos válidos), contra 2.976 (40,98%) de Bolsonaro. Foram ainda 155 votos em branco e 378 nulos.
Em Paial, com população estimada em 1.537 pessoas pelo IBGE e 1.843 eleitores aptos a votar, a vitória de Haddad foi por 694 contra 692 votos (50,07% contra 49,93% dos votos válidos, mais 24 brancos e 43 nulos)

Fonte: https://noticias.uol.com.br

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

China irá inaugurar maior ponte do mundo com 55 km de extensão

China irá inaugurar maior ponte sob o mar do mundo, com 55 km de extensão

Se você acha a Ponte Rio-Niterói longa, então mude de parâmetros. Nesta semana está programada para acontecer a inauguração da maior ponto sob mar do mundo, que irá ligar a China (mais especificamente a província de Guangdong) a Macau e Hong Kong, as duas regiões administrativas especiais do país mais populoso do planeta.
O objetivo da construção é ligar as duas regiões que não estão sob controle chinês com mais 11 cidades, visando formar uma região com alto desenvolvimento tecnológico para rivalizar com o Vale do Silício. O projeto começou há quase uma década, e irá percorrer um total de 55 km, sendo 35 km correndo sob o mar. Ela ainda irá contar com um túnel de 6,7 km, feito para criar um canal de passagem para navios, e estrutura para aguentar ventos acima de 340 km/h. O custo total do empreendimento foi de US$ 20 bilhões.
Apesar do grande feito da engenharia, a obra vem sofrendo resistência, principalmente de cidadãos de Hong Kong, que entendem o projeto como uma maneira do governo chinês atacar a soberania da cidade, além de ser visto como mal uso do dinheiro público. Há ainda um projeto de criar ponte similar até 2030, que iria diminuir em 25% o tráfego da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau.
A ponte era planejada para inaugurar em 2016, porém a obra sofreu com diversos atrasos, problemas de orçamento e segurança. 9 trabalhadores morreram durante a construção, e mais de 200 se feriram no processo. Somente neste ano, seis subcontratantes foram multado por colocar seus funcionários em risco.
Mas o gigantismo da obra será aproveitado por poucos, uma vez que somente carros particulares com autorização especial poderão fazer a travessia. O resto dos veículos autorizados a realizar o trajeto são ônibus privados e transportadores de carga. A ponte não atenderá o transporte público.
Fonte: istoé dinheiro

Senador chileno vai propor 'Lei Bolsonaro' contra notícias falsas


O senador chinelo Alejandro Navarro afirmou que vai propor a "Lei Bolsonaro", segundo ele, contra notícias falsas no período eleitoral. O nome da lei faz referência ao candidato à Presidência do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL).
A proposta foi divulgada no site e nas redes sociais de Navarro, que pertence ao partido PAÍS, nesta quarta-feira (24).
Segundo Navarro, em texto publicado em seu site, "a nova forma de fazer política que tomou a extrema direita na América Latina avança com o Big Data, ou seja, pesquisando as preferências dos usuários de sites de redes sociais para espalhar mentiras e destruir a reputação de candidaturas oponentes".
Navarro sugere a cassação das candidaturas de políticos que forem pegos espalhando notícias falsas. (Sarah Mota Resende)

Haddad pede ao TSE para ser entrevistado pela Globo no horário do debate


Brasília - A campanha do candidato a presidente Fernando Haddad (PT) apresentou nesta quarta-feira (24) um pedido ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que o petista seja entrevistado pela Rede Globo no horário que estava destinado ao debate do segundo turno.
O debate da Globo estava previsto para a noite desta sexta-feira (26), mas foi cancelado após o candidato Jair Bolsonaro (PSL) desistir de comparecer ao evento. A campanha do PSL enviou uma carta à emissora afirmando que o capitão enfrenta "limitações em virtude da bolsa de colostomia" que carrega, em consequência do ataque a faca que sofreu em setembro.
A decisão da emissora de cancelar o debate foi informada na segunda-feira (22). A Globo também optou por não realizar uma entrevista com Haddad, que havia confirmado sua participação no debate. A emissora informou que "Na reunião de elaboração das regras do evento foi acertado com as assessorias dos candidatos que, se Jair Bolsonaro não pudesse comparecer por razões de saúde, o debate não seria substituído por entrevistas".
Esta será a primeira vez desde o fim da Ditadura Militar e a volta de eleições diretas, em 1989, que não haverá debate presidencial no segundo turno (em 1994 e 1998 não houve segundo turno).
Assim, Bolsonaro e Haddad chegarão às urnas sem jamais terem se enfrentado em um debate. No primeiro turno, dos sete debates realizados, o candidato do PSL esteve nos dois primeiros e o candidato do PT nos quatro últimos.
Na petição apresentada ao TSE, a campanha do PT afirma que a ausência de Bolsonaro no debate não deve ditar os "rumos do processo democrático" e defende que o tempo que seria dedicado ao debate seja utilizado para uma entrevista com Haddad, feita pelos jornalistas da emissora.
"Muito mais do que mero evento jornalístico, os debates são eventos pilares do processo democrático, sendo essenciais a um processo rígido e verdadeiramente democrático, permeados pelo interesse público", diz o documento.
"Dessa forma, o cancelamento do evento em razão da ausência de um candidato autoriza-o, em verdade, a ditar os rumos do processo democrático, o qual não deve possuir roteiristas e diretores diversos do próprio eleitorado", afirmam os advogados da campanha do PT.
O processo será relatado pelo ministro Sérgio Banhos, que ainda não se manifestou sobre o pedido. (Felipe Amorim, do UOL)

Bolsonaro admite recuar em proposta de diminuir e fundir ministérios


São Paulo - Em transmissão nas redes sociais nesta quarta-feira (24), o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) admitiu a possibilidade de não reduzir e fundir alguns ministérios caso seja eleito. O candidato já prometeu diminuir as atuais 29 pastas para 15 com o objetivo de, segundo ele, desburocratizar e reduzir gastos. Nesta quarta, ele disse que pode manter separados os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente e que não extinguirá o ministério da Indústria e do Comércio.
"Recebemos a visita de homens da indústria do Brasil falando dos problemas e como eu poderia resolver essas questões deles. Falaram sobre a questão que queriam que o ministério da Indústria e do Comércio continuasse existindo. Vamos atendê-los, se é isso que eles querem, para o bem do Brasil. Sem problema algum", disse.
"Está havendo certo atrito sobre os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, se funde ou não. Da minha parte, estou pronto para negociar. Falei para o pessoal do agronegócio que isso era importante [fundir], agora outros estão discordando. Vamos chegar ao meio termo. E se forem mantidos dois ministérios, vou botar como ministro do Meio Ambiente uma pessoa que não tem vínculo com o que tem de pior aí. Você, produtor, quer tirar uma licença ambiental e isso leva 10 anos, isso se você conseguir. Isso é um crime", completou. (Guilherme Seto)

UM DETALHE SOBRE O DEBATE ELEITORAL

Esta será a primeira vez desde o fim da Ditadura Militar e a volta de eleições diretas, em 1989, que não haverá debate presidencial no segundo turno (em 1994 e 1998 não houve segundo turno).
Assim, Bolsonaro e Haddad chegarão às urnas sem jamais terem se enfrentado em um debate. No primeiro turno, dos sete debates realizados, o candidato do PSL esteve nos dois primeiros e o candidato do PT nos quatro últimos.
Os debates eleitorais possuem muita relevância por vários motivos. Primeiramente, é importante destacar que eles se tornaram ainda mais importantes para as eleições de 2018. Com campanhas mais curtas e menos gastos do que nos anos anteriores, os candidatos enfrentam dificuldades para divulgar suas candidaturas e propostas. Nesse contexto, os debates televisionados tornam-se uma oportunidade ímpar de exposição. Enquanto o bloco de propaganda eleitoral na TV e no rádio dura apenas 10 minutos neste ano – que por sua vez são divididos entre os candidatos -, os debates podem levar horas. É tempo suficiente para discutir muitos assuntos e deixar uma boa impressão na mente do eleitor.

Mas o debate eleitoral não é bom apenas para os candidatos. Por serem espaços de confronto de ideias, o eleitor tem uma grande oportunidade de comparar os posicionamentos dos candidatos e alcançar conclusões mais contundentes a respeito deles.

Além disso, o debate eleitoral é o momento da campanha em que os candidatos estão mais expostos. Você pode conhecê-los de uma forma que não conseguiria pelas propagandas ou comícios. Nas propagandas, toda a atenção está voltada para o candidato e tudo já foi preparado para que ele transmita uma boa imagem. Já em um debate, essa atenção é dividida com os adversários. Nada está posto: o candidato pode sair muito bem, ou muito mal na foto. Melhor ou pior do que seus concorrentes. Tudo depende de sua capacidade.
O fator improviso é mais um elemento que torna o debate um momento muito especial. Não há como fugir: em um programa transmitido para milhares de pessoas, cujo “roteiro” (ordem e teor dos temas e perguntas) é definido na hora, os candidatos têm grandes chances de serem pegos de surpresa. Para além de preparo prévio e de propostas consistentes, é preciso muito traquejo para elaborar boas respostas.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Por temer por sua segurança, Bolsonaro justifica ausência em debate

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, afirmou ontem (18), durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais (live) que teme por sua segurança, daí a decisão de não participar de debates e evitar aglomerações. Ele se comparou com o juiz Sergio Moro porque ambos não têm liberdade para sair às ruas.
Como exemplo, o candidato mencionou o fato de ter sido examinado por uma junta médica no Rio e não ter viajado para São Paulo onde fica o Hospital Albert Einstein.  “Fui aconselhado a não ir porque ao pousar em São Paulo eu teria de fazer um deslocamento e poderia sofrer um atentado e isso seria ideal para esses que estão aí [os meus adversários]”.
No momento em que os presidenciáveis trocam acusações sobre disseminação de fake news, Bolsonaro negou que empresários que o apoiam financiem a divulgação de notícias falsas anti-PT via aplicativo.
“Nós não precisamos de fazer fake news para combater o Haddad. Essa história de levar indícios à Justiça. Eles não têm prova de nada”, disse o candidato. Advogados de Bolsonaro prometem notificar empresas e processar o adversário petista, Fernando Haddad. Em contrapartida, o PT ingressou nesta quinta-feira com uma ação em razão da suspeita do envio em massa de mensagens falsas.

Marcas

Vestindo uma camisa verde e amarela com as cores do Brasil, Bolsonaro fez a live ao lado do filho, Eduardo, eleito por São Paulo para a Câmara Federal. Ele mostrou, pela primeira vez, os 35 pontos que levou no abdômen e a bolsa de colostomia, colocada do lado direito do corpo – ela está ligada ao intestino grosso e é usada para eliminação das fezes.
“O pessoal [do Haddad] quer que eu vá a debate. Eu posso ter um problema com a bolsa de colostomia. Posso ter que voltar ao hospital. Eu não vou debater com um poste porque o Haddad vai falar de ministério, mas quem vai botar as pessoas lá é o Lula. Segundo a Constituição, se eu morrer assassinado por uma facada, por um tiro de um sniper [atirador de elite], o que vai acontecer é o terceiro colocado vir a disputar a eleição. Então teremos o segundo turno entre Haddad e Ciro.”

Liberdade

Bolsonaro disse, ainda, que a vida pessoal dele não pertence mais a ele e que não pode mais frequentar lugares como bares, praia e o comércio, frequentado por pessoas comuns. “Eu não pertenço mais a mim mesmo. Hoje em dia eu e o Sergio Moro [juiz federal responsável pela Operação Lava Jato] não temos mais liberdade no Brasil. Nós não podemos ir a uma padaria comprar um pão, ir à praia com nossos filhos, perdemos completamente a liberdade. É um jogo de poder. A esquerda fará tudo para me tirar de combate”, disse.
Em seguida, o candidato disse que não está acusando a esquerda de ter planejado a tentativa de homicídio contra ele. Mas relembrou que seu agressor Adélio Bispo de Oliveira foi vinculado ao PSOL até 2014